#115 – Grécia
A Acrópole e o Parthenon, Naxos, a Mitologia, Theo Angelopoulos e os Clássicos da Filosofia
Salve, salve... salve-se quem puder!
Voltamos com as edições temáticas. Tentarei ser mais frequente com elas alternando com as crônicas e os pescados do dia. Além das entrevistas que voltarão em breve e das resenhas de livros, outra novidade a ser integrada a esta newsletter que poucos se dão ao prazer de ler.
A Grécia Antiga e Moderna são fascinantes e valem a viagem.
Estivemos em Atenas e Naxos na pausa escolar do outono passado. Sempre quis conhecer a Acrópole. Logo ali pertinho, na frente da majestosa montanha, é tudo muito mais impactante.
Acrópole e Parthenon (arquivo pessoal, Out/2025)
A playlist “Putomayo Greece musical odyssey“ é uma delícia de ouvir. O Rembetiko (ou Rembético em português), é a música popular grega raiz com muitas influências europeias e do Oriente Médio. É uma espécie de blues, pois canta e versa sobre a cultura urbana, a pobreza, o alcoolismo, as drogas, a prostituição e a violência urbana.
Sirva-se de uma generosa porção de iogurte grego com mel e saboreie essas pérolas de Kostas Mantzios, Elli Paspala, Pantelis Thalassinos e outros artistas sob o sol dourado da tarde:
Assine a Alea Iacta Est e receba as próximas edições. Basta registrar seu email abaixo.
Saia da minha lista negra tornando-se assinante pago por módicos R$ 15/mês ou R$ 150 no plano anual. Só meus assinantes têm acesso completo aos textos e crônicas que publico sem frequência fixa. Estou longe de ser um sujeito disciplinado. Obrigado pela leitura.
Atenas
A História bem na sua frente
Em 2005 estive na Grécia pela primeira vez. O destino foi a ilha de Corfu no Adriático, entre a Itália e a Grécia, mas isso é assunto para outra edição. Ou quem sabe outro livro?
Atenas não se resume somente à Acrópole e o Parthenon. São vários outros templos e ruínas em ótimo estado de conservação espalhados pela cidade.
Templo de Zeus (arquivo pessoal, Out/2025)
O Templo de Zeus aí em cima, como se pode perceber, está com algumas colunas ainda de pé. Um jabuti, acreditem, é o guardião das colunas que restaram. Vimos ele de longe e não acreditamos. Andava bem rápido para os padrões dos cágados. Tentamos seguir o incauto, a quem apelidamos de Adriano, até que sumiu atrás de uns arbustos e escafedeu. A sentinela na guarita nos disse que logo voltaria.
Um dos mais antigos portões de entrada da cidade é o Arco de Adriano, ou Hadrian. Tem 18 metros de altura feito em mármore entre 131-132 d.C. e servia para delimitar a fronteira entre a cidade antiga grega e a nova cidade romana.
O arco possui duas inscrições famosas. Virado para o lado da Acrópole, pode-se ler “Esta é Atenas, a antiga cidade de Teseu.” Enquanto que do lado oposto, voltado para a cidade romana, lemos “Esta é a cidade de Adriano, e não de Teseu.”
Não espere ruas limpas e avenidas arborizadas como nas capitais do turismo mainstream. Me senti em casa, pois o caos no trânsito, a bagunça nas ruas, a falação dos gregos e aquela desorganização que bem conhecemos está por toda parte.
O Museu da Acrópole é impressionante. Fica num prédio construído em 2009 com belas exposições permanentes e sazonais bem montadas e apresentadas. Arquitetura moderna e elegante, um café numa varanda imensa com vista para a montanha de onde a Acrópole comanda todo o espetáculo da civilização antiga há milênios.
Nenhum outro edifício inspirou tanto a arquitetura ocidental quanto o Parthenon de Atenas. O edifício da Bolsa de Valores em Wall Street, o Lincoln Memorial em Washington, a Madeleine e a Assembleia Nacional em Paris, o British Museum em Londres são apenas alguns dos famosos exemplos, entre tantos outros. É a mais bela construção da arquitetura clássica.
Apreciá-lo é testemunhar a História na sua frente, com H maiúsculo.
Antes de seguirmos, uma explicação importante:
· Acrópole: Significa “cidade alta” em grego. É um rochedo fortificado presente na maioria das cidades gregas e consideradas terras altas e sagradas das antigas pólis que serviam como refúgio e centro religioso. A de Atenas é a mais famosa, mas existem outras pela Grécia.
· Parthenon: É o templo mais famoso construído no topo da Acrópole ateniense, encarapitado a 157 metros acima do nível do mar.
Encomendado por Péricles, o belíssimo templo foi construído entre 447 a.C. e 432 a.C. após a vitória grega sobre os persas, especialmente para abrigar em seu interior a estátua da deusa da sabedoria e da Guerra, Atena Parthenos (Atena virgem). Feita de madeira e revestida com uma tonelada de ouro e marfim, tinha 12 metros de altura. Estima-se em 100 mil toneladas o montante de pedras usadas para construir o Parthenon. Imaginem levar tudo isso para o alto do rochedo naquela época, o séc. 5 a.C.!
Ao longo de seus mais de 2.400 anos de idade, o Parthenon foi destruído pelos visigodos, virou uma igreja dedicada à Virgem Maria, foi convertido em mesquita durante a ocupação dos otomanos com minarete e tudo mais, e se transformou numa fortaleza depois vilipendiada pelas batalhas entre turcos e venezianos no séc. 17. Mais informações aqui.
Durante o cerco veneziano em 1687 foi usado como paiol pelos otomanos quando o teto foi destruído após a explosão de um depósito de pólvora. Durante o saque britânico no início do séc. 19, o canalha mor Lord Elgin retirou grande parte das esculturas e frisos originais, que até hoje estão no Museu Britânico. Será que a Grécia nunca irá reaver seus tesouros?! E os ingleses vão mantê-los na maior cara de pau?!
Como se não bastasse tudo isso, em 1894 um dos terremotos mais importantes da história da Grécia abalou ainda mais as estruturas do monumento mais importante do país. Por causa de todos esses ataques ele vem sendo restaurado desde 1975 num dos maiores e mais complexos projetos de conservação do mundo.
Apesar de tantas intempéries, ou por causa delas, a Acrópole de Atenas foi e ainda representa o símbolo da grandiosidade cultural e filosófica da civilização Ocidental.
Parthenon (arquivo pessoal, Out/2025)
Caminhando do nosso flat até a colina onde fica a entrada da Acrópoles vimos o Café Joint numa esquina. De cara achei que era point de maconheiros gregos e traficantes de gyros, mas não. Lá dentro uma família se virava como podia atendendo os impacientes clientes. Ambiente simples e descontraído, a mama na cozinha, a filha no caixa e servindo, o pai, um turrão mal humorado reclamando de tudo e todos, comandando a cafeteira e preparando as bebidas. Um único garçom, o Dmitri, sofria na mão deles enquanto distribuía sorrisos, simpatia e pedidos de desculpas pela demora.
Acabamos fazendo amizade com a família, pois passamos por ali várias vezes à caminho do metrô ou de outras atrações na capital grega. O pai é torcedor do AEK, time de futebol de Atenas. Naqueles dias jogaram contra o Aberdeen da Escócia pela Conference League, a série C da Champions. Enfiaram um 6x0 inesperado, pra alegria do ex-ranzinza, que no dia seguinte estava mais manso e feliz do que cachorro após tomar banho no sábado e comer um bife.
Fomos lá ver a famosa Academia de Platão, ou o que restou dela, num parque. Chegamos a pé após pegar o metrô e a decepção foi grande. O parque em si não tem nada demais, nenhuma placa indicando o local da Academia, que achamos graças ao Google Maps. No local, apenas uns alicerces em pedras delimitando o local, uma turma de motoboys fumando maconha e muita sujeira.
O busto de Platão deu pena de ver. Igualmente abandonado, sem o devido respeito por tudo que ele ainda representa.
Naxos
A ilha dos gatos na Grécia, não só ela como todas as outras. Teve um dia que contamos mais de 50 pelas ruas numa única tarde. A maioria dormia sob o sol de outono, esquentando o pêlo e as patas. Mansos, belos e parte intrínseca da paisagem.
Em frente ao nosso hotel, que tinha apenas quatro apartamentos e só o nosso ocupado, havia um único restaurante do outro lado da estradinha. Tudo bem, mais abaixo descendo a rua tinha outro mais renomado e caro, de ambiente menos acolhedor.
Vana foi a garçonete que nos atendeu no primeiro dia. Era uma senhora e parecia tia de alguns moleques que rodeavam as mesas enquanto brincavam de bangue-bangue com pistolas de água.
Porto de Chora, capital de Naxos (arquivo pessoal, Out/2025)
Souvlaki é o churrasco grego, um espetinho com carne de porco, boi ou frango acompanhado de pimentão, cebola e nacos de bacon. Comemos uma espécie de lasanha de berinjela (Moussaka) que era de chorar. A ilha também é famosa pelos queijos, especialmente o Gruyère de Naxos feito com 80% de leite de vaca e 20% de ovelha ou cabra.
A onipresente Wikipedia me conta que Naxos, a maior ilha das Cíclades, é um importante marco da história grega. Berço da Civilização Cicládica (3200 a.C.) e da lenda de Zeus e Dionísio, a ilha prosperou culturalmente na Antiguidade Clássica. Ao longo dos séculos, foi dominada pelo Império Bizantino, pela República de Veneza e pelo Império Otomano.
Ruelas em Chora (arquivo pessoal, Out/2025)
Em Chora, a capital, o porto vibrante cheio de restaurantes, cafés, sorveterias e lojinhas de souvenir impressiona. Subindo as ruelas estreitas e labirintos de vielas do vilarejo passando pelas casinhas brancas e um gato a cada 100 metros, chega-se ao topo da montanha onde fica o castelo de Kastro. Lá do alto apreciamos a vista bela e ampla de parte da ilha e do majestoso Mediterrâneo.
Era feriado. Um bando de estudantes uniformizados se reuniu em frente à escola municipal para uma espécie de desfile. Haviam militares observando, pais e mães orgulhosos de seus rebentos e hinos e cânticos gregos eram entoados celebrando sei lá o que. Festa bonita de se ver, local e autêntica.
Desfile estudantes no feriado nacional (arquivo pessoal, Out/2025)
O vilarejo de Halki (ou Chalki) está no centro geográfico da ilha. Antiga capital de Naxos, foi um entreposto de mercadorias produzidas na região, principalmente os vegetais, que continuam sendo uma grande parcela da economia local. Ali, velhas mansões neoclássicas com varandas grandes e telhados adornados são provas da prosperidade da vila no passado. Além do ótimo sorvete, a destilaria Vallindras produz o licor Kitron, uma bebida exclusiva local, e o onipresente Ouzo, a bebida grega mais famosa à base de anis. Eu particularmente acho horrível.
Leia este artigo completo da CNN sobre a bela ilha. Pegamos um ferry boat, na verdade uma lancha offshore rápida, em Atenas e após 4 horas desembarcamos no simpático porto de Naxos.
Halki (arquivo pessoal, Out/2025)
Mitologia grega
Você sabe por que Hércules fez seus famosos 12 trabalhos? Por que Perseu salvou Andrômeda das garras de um monstro? Qual foi o motivo que fez Odisseu ficar preso numa ilha por causa de Poseidon? Como a deusa grega da vitória Nike deu origem a uma marca de tênis esportivos?
Os Doze Trabalhos de Hércules (David Alexandre Coelho)
Os gregos moldaram e influenciaram o mundo ocidental de forma tão poderosa que até mesmo os romanos, seus dominadores, absorveram e amplificaram sua cultura.
A filosofia ocidental também se desenvolveu na Grécia. Os grandes nomes que se eternizaram e fundaram o pensamento dessa parte do mundo são mais que conhecidos: Sócrates, Platão e Aristóteles. E a majestosa Acrópole já estava lá antes deles.
Mas antes de tudo isso vieram os deuses gregos e sua mitologia.
O Brasil Escola define a mitologia grega como o conjunto de narrativas, crenças e lendas da Grécia Antiga que explicavam a origem do mundo, fenômenos da natureza e o comportamento humano.
Na época, os gregos eram politeístas (acreditavam em vários deuses) e antropomórficos (os deuses se assemelhavam aos homens). Assim, a mitologia nada mais é do que a narração de histórias que tentam explicar a origem dos fenômenos naturais e do mundo com direito a divindades, semideuses, heróis e criaturas fantásticas!
Na base da religião politeísta, os deuses habitavam o Monte Olimpo e possuíam características humanas, mas com poderes imortais.
Seus principais registros foram feitos por Homero e Hesíodo, dois poetas gregos. Nela havia diversos mitos envolvendo deuses, mas também constava a presença de heróis e muitos outros seres.
É assunto vasto e interessantíssimo, mas impossível de ser abordado de forma profunda neste espaço. A mitologia grega surgiu por volta de 700 a.C. e a própria palavra mito tem origem grega significando “narrar ou contar”.
De cabeça, sem olhar no Google, consigo citar alguns deuses como Zeus e Hera, Poseidon (não o navio do filme), Atena, Perseu, Nike, Hércules, Dionísio, Apolo e Afrodite, Midas e Pandora (a da caixa).
Após pesquisar, aprendi que as principais figuras da mitologia são:
· Os Deuses Olimpianos: Divindades supremas que governavam o Universo. Os mais conhecidos são Zeus (deus dos céus e rei dos deuses), Poseidon (dos mares), Atena (da sabedoria) e Afrodite (do amor).
· Heróis: Semideuses nascidos da união entre um deus e um mortal, conhecidos por grandes feitos e jornadas (Ex: Hércules e Aquiles).
· Criaturas e Monstros: Seres fantásticos que testavam a coragem dos heróis, como o Minotauro, a Medusa e as Sereias.
Sobre Hércules, me contou meu filho de 12 anos o porquê dos Doze Trabalhos. Numa bela tarde, cansado de tanto trabalhar, nosso herói em questão, que com certeza inspirou o Hulk, o Thanos, a Coisa, o Brutus e tantos outros fortões das histórias em quadrinhos, chegou em casa e serviu uma taça de vinho.
Matou uma ampola sem muita dificuldade, o álcool subiu e afetou sua mente. Sua agressividade e irritação foram aumentando e se transformaram num ódio irracional culminando no assassinato de sua mulher e seus dois filhos. Por causa desses crimes, e como punição a eles, Hércules foi obrigado a realizar os famosos Doze Trabalhos.
A Galileu listou sete livros para quem quiser se aprofundar no assunto. Eu começaria pelo O livro de ouro da mitologia do Thomas Bulfinch.
A Eternidade e um Dia - Theo Angelopoulos (1998)
Viva o Presente
Alexandre é um famoso escritor que se prepara para deixar a casa onde sempre viveu, antes de dar entrada no hospital. Ao arrumar seus pertences, encontra uma carta de sua mulher Anna, que há muito morrera, sobre um dia de verão ocorrido há 30 anos. Assim, ele começa uma estranha viagem, onde o passado e o presente se misturam.
Enquanto reavalia a sua vida, Alexandre passa por uma nova experiência, ao ajudar um garoto albanês, um emigrante ilegal, a cruzar a fronteira. O escritor conta a história de um poeta grego que vivia na Itália e que, retornando à Grécia, comprava palavras das pessoas do povo para escrever poemas na sua língua materna.
Agora é o menino da Albânia que vende algumas palavras a Alexandre trazendo Anna de volta e, com ela, a Vida. Tudo isto em um único dia... e para a eternidade.
Veja o trailer e se emocione:
Livros essenciais para entender a Grécia e sua Filosofia
Já adianto que não li nenhum deles
Os primeiros livros que me vêm à mente são A Ilíada e A Odisseia de Homero. Dois catataus enormes, tijolos de papel riquíssimos que poucas pessoas conseguem ler até o fim. Não conheço ninguém que leu. Talvez o Luiz Eleno, meu amigo erudito e genial.
São duas das maiores epopeias da humanidade. A Ilíada narra o final da Guerra de Tróia, e a Odisseia acompanha a longa e mítica viagem de volta de Ulisses para casa.
Ain, mas então por que você está recomendando livros se nem leu?!
Minha missão aqui é abrir leques, mostrar possibilidades, abrir sua cachola para mundos diferentes, atiçar sua curiosidade e te fazer, e a mim também, procurar o conhecimento em várias fontes. Te fazer sair do sofá, seu imenso!
Depois temos Édipo Rei de Sófocles (427 a.C.), a mais famosa tragédia grega sobre o destino, a busca pela verdade e a culpa.
A República de Platão, o grande clássico fundador da filosofia política ocidental, utilizando o método socrático para discutir o conceito de justiça e o funcionamento da sociedade.
Medeia de Sêneca narra a vingança brutal de Medeia contra Jasão, explorando temas como paixão, ira e a destruição causada pelo desejo de justiça. Lembrou do filme “Jasão e os Argonautas”?
Eneida de Virgílio é uma epopeia narrando a jornada de Enéias, sobrevivente da Guerra de Tróia, até a fundação mítica de Roma.
Pra fechar, ainda temos os grandes mestres estóicos que deixaram uma contribuição e tanto pra literatura mundial:
Meditações de Marco Aurélio é o diário pessoal do imperador romano, escrito como um guia de autodisciplina. Ele não foi feito para publicação, o que torna a obra um registro íntimo de reflexões sobre como lidar com o estresse e a natureza humana.
Cartas de um Estoico de Sêneca traz uma coletânea de correspondências enviadas ao seu amigo Lucílio. Aborda temas práticos do cotidiano, como a amizade, a perda, o medo da morte e como administrar o próprio tempo. Virou uma espécie de manual do Estoicismo.
Discursos (e O Manual) de Epicteto com notas de aula compiladas por seu aluno Ariano. O foco principal é entender o que está sob o nosso controle e o que não está. O objetivo moderno é ajudar a combater a ansiedade.
Sobre a Brevidade da Vida de Sêneca é um ensaio curto onde ele alerta para o desperdício do tempo e a importância de viver o presente com sabedoria, em vez de focar apenas em acúmulo material ou distrações.
Dessa turma toda, comecei a ler as linhas bem traçadas por Marco Aurélio, tenho Sêneca (Brevidade), além de A Arte de Viver de Epicteto. Separei os três para mergulhar de cabeça na filosofia grega.
Me aguardem!
Rolê aleatório
O que mais aconteceu por aí?
Ø A bizarra história da primeira ‘viagem’ de LSD do mundo (YouTube)
Ø Cientistas criaram um mapa do olfato explicando como o nariz organiza os cheiros
Ø Sir David Attenborough, o maior naturalista vivo, completou 100 anos (BBC em inglês)
Se você gostou da Alea Iacta Est, que tal recomendá-la? Basta encaminhar esse email para quem você quiser.
Clique no botão SUBSCRIBE, assine a newsletter registrando seu email e receba as novas edições.













Salve Dionísio aka Baco